Solar dos Symbas





Nas últimas décadas, a baía esteve encoberta por uma nuvem de enfraquecimento, mas agora se tornou o epicentro de uma polémica entre EUA, União Europeia, ONU e protectores de direitos humanos. Esta prisão representa o escândalos dos escândalos em matéria de falta de respeito pelos Direitos Humanos, estes prisioneiros são detidos sem qualquer julgamento prévio, do Iraque (ou do Afeganistão) para a base americana em Cuba, onde portanto, os tribunais americanos, eventualmente solicitados, não teriam competência para intervir. (Smith, 2008:11-15)

Mas o que causou tudo isto foi o ataque no dia 11 de Setembro de 2001 ás torres gémeas do World Trade Center em Nova Iorque e outro no Pentágono.Estes ataques da organização terrorista de nome Al-Qaeda vitimaram três mil pessoas em poucas horas, maior parte civis americanos. O presidente Bush caracterizou estes ataques como terroristas e garantiu que os Estados Unidos iriam usar todos os recursos para conquistar o inimigo. (Rebollo, 2005-2006:5)

O senado aprovou a resolução 23, com o título “autorização para uso de força militar” que foi ao Congresso no dia 14 de Setembro de 2001, e foi assinada como lei pelo presidente no dia 18 de Setembro de 2001.[1]

Desde Janeiro de 2002 os EUA utilizam a base de Guantánamo para deter prisioneiros da operação militar que desmoronou o regime Talibã no Afeganistão, e suspeitos de integrar a rede terrorista Al Qaeda. (Rebollo, 2005-2006:10-12)

O governo americano não dá aos prisioneiros os direitos estabelecidos pela Convenção de Genebra, sob o argumento de que não são “prisioneiros de guerra” e, sim, “combatentes inimigos” – uma definição que não existe no mundo jurídico mas que, na prática, colocou os presos num rebordo fora das leis internacionais. Guantánamo foi o destino de 158 prisioneiros da Al-Qaeda e do Talibã presos pelas tropas americanas no Afeganistão.[2]

Os prisioneiros de Guantanamo são vítimas de maus-tratos diários e são mantidos em cativeiro há mais de cinco anos. Se um carcereiro sente necessidade de bater num deles é considerado “contacto não-prejudicial moderado” e não sofre qualquer tipo de consequências. Num dos campos de Guantanamo os militares obrigam os prisioneiros a usar apenas calções o que é bastante humilhante para um muçulmano devoto e quarenta homens muçulmanos que repudiam o álcool são obrigados diariamente a beber “whiskey”, mas esta é apenas uma das muitas torturas que são feitas. (Smith, 2008:15-30)

Os prisioneiros não podem trazer as suas famílias para a base e quando conseguem uma autorização para visitar os filhos, de seis em seis meses, muitos deles têm de pagar a viagem de volta ao continente. No quinto aniversário da prisão de Guantánamo, já por lá tinham passado mais de 750 prisioneiros, 350 dos quais tinham sido enviados aos poucos de volta a casa pela Administração Bush, por norma o mais discretamente possível. (Smith, 2008:41)

Para além de tudo isto em Abril de 2003, as autoridades dos E.U.A confirmaram que a prisão de Guantanamo tinha crianças com treze anos detidos na base. O chefe de Estado-Maior das forças armadas justificou com as seguinte frase “Podem ser menores mas não pertencem a uma equipa de escalão de juniores, pertencem a uma equipa da primeira liga, uma equipa de terroristas” e “apesar da idade, trata-se de pessoas muito perigosas” (Smith, 2008:202)

Mas o grande problema é que se fosse a Europa a cometer estas atrocidades acarretava inevitavelmente um mecanismo de execução, mas isto não se passa nos Estados Unidos da América, onde um cidadão lesado pode gritar sobre a polícia ter atropelado os seus direitos constitucionais, mas nunca será ouvido a gritar sobre os seus direitos humanos. Não há uma única lei dos direitos humanos que seja executável contra os Estados Unidos num tribunal internacional logo os nos E.U.A o termo “direitos humanos” tem tendência a ser mais usado por filósofos do que por advogados. (Smith, 2008:67)


[1] Joint Resolution to Autorize the Use of United States Armed Forces Against Tose Responsible for the recent attacks launched against the united States , Sept. 18, Public Law No 107-40,115 Stat.224.

[2] Informações retiradas do site <> visualizado no dia 13 de Maio de 2009.

.Com o fim da Guerra Fria, o ambiente de segurança internacional mudou e aumentou a importância do problema da proliferação, quando o mundo testemunhou o potencial destrutivo do terrorismo em 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos foram alertados da necessidade de se manterem firmes no reconhecimento de novas ameaças à nossa segurança.
Apareceu um novo tipo de Guerra, deixou de ser um Estado Contra outro Estado, e surgiram novos actores.
Estas novas guerras periféricas guerras já não se travam entre entidades políticas como antigamente (guerras tradicionais os estados disputavam entre eles os seus territórios, eram guerras longas, e existia uma importância central nas suas fronteiras, como por exemplo as Guerras Napoleónicas e 2º Guerra Mundial), os novos protagonistas são actores, para-estatais, sub-estatais ou marginais, frequentemente actores de natureza diferente na mesma guerra.
O novo modo dos países do centro fazerem a guerra resulta da crise do modelo de guerra desenvolvido até meados do séc. XX do trauma da guerra do Vietname.
E como as guerras do centro já não resultam aparecem ao que chamamos guerras da periferia.
Segundo a autora Mary Kaldor , nestas novas guerras existe uma privatização de violência e os grandes actores são não os estados mas sim as milícias, os grupos rebeldes, os exércitos privados, ou então até mesmo os senhores da guerra.
A nível estatal esta ameaça começou a ser chamada de Estado Pária, Estado marginal ou Estado fora-da-lei, que na terminologia onde nasceu, se chame rogue state.
Estas novas guerras ou guerras periféricas teem como elemento fundamental a inexistência de controlo por parte dos estados, como no caso do Ruanda, El Salvador Guatemala, Sirilanka, Darfur Colômbia, teem como objectivo primordial controlar a população, aterrorizando a sua população.
Estes grupos terroristas teem certas características como;

Brutalizar os seus próprios povos
Não mostram respeito pelo direito internacional, violar os tratados internacionais de que são partes;
Estão determinados a adquirir armas de destruição em massa, juntamente com outros avançada tecnologia militar, para ser utilizado como ameaças ou ofensivamente para alcançar os desígnios agressivos destes regimes;
Patrocinar o terrorismo no mundo; e rejeitar os valores humanos básicos e de ódio aos Estados Unidos e por tudo o que ela significa.

Em virtude dos acontecimentos do 11 de Setembro os EUA não vão usar a força em todos as ameaças emergentes, mas vão proceder de forma deliberada e agir preventivamente ou seja irão antecipar as suas capacidades, e a informação exacta sobre as ameaças e coordenarem-se com os seus aliados para obter uma avaliação comum das ameaças perigosas, e vão continuar a transformar e melhorar as suas forças militares para conduzir operações rápidas para obter resultados decisivos. Estas reflexões foram reunidas pelo próprio Conselho Nacional de Segurança sob o título geral de National Security Strategy: anunciam explicitamente o abandono das doutrinas anteriores de “dissuasão” ou de “freio” e definem a nova através de expressões tais como “intervenção defensiva”, “acção preventiva” ou “preempção”.
Tudo foi dito e escrito a fim de mostrar claramente que não se tratava de preparar uma acção desse tipo em relação à Rússia. Contra ela, a dissuasão nuclear do tempo da guerra fria continua sendo o único instrumento adequado, mas a título de precaução última e teórica, de tal forma é evidente que ela já não dispõe de um potencial convencional realmente ameaçador e que, além disso, seu interesse nacional é assegurar um entendimento permanente com os Estados Unidos. Em especial contra as chamadas actividades “terroristas” de inspiração islâmica, como mostrou o presidente Putin ao se colocar, imediatamente, ao lado de Washington após os atentados.




Bibliografia

Pureza, José Manuel, (organização)Para uma cultura da paz . Coimbra, Edições Quarteto, 2001 .
TOMÉ, Luís Leitão – “O Estado e a nova ordem internacional – Entre a fragmentação e a globalização”, EDIUAL, Lisboa, 2004.
http://www.whitehouse.gov/nsc/nss5.html página consultada no dia 11 de Dezembro de 2008.
http://www.globalsecurity.org/military/library/news/2002/06/mil-020601-usia01b.htm. página consultada no dia 11 de Dezembro de 2008.
http://diplo.uol.com.br/2002-09,a439. página consultada no dia 11 de Dezembro de 2008
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2003/11/03/000.htm. página consultada no dia 11 de Dezembro de 2008.
http://resistir.info/mexico/lajornada_23nov04.html. página consultada no dia 11 de Dezembro de 2008.


Segundo Turner, a Revolução em Assuntos Militares pode ser definida como uma grande mudança na natureza da guerra, resultante do emprego de novas tecnologias as quais, combinadas com as dramáticas mudanças na doutrina, nos conceitos operacional e organizacional militares, alteram fundamentalmente o carácter e a conduta das operações militares

Pezarat Correia relativamente a essa mesma questão da RAM afirma que o aparecimento da arma nuclear introduziu os conceitos de arma de não - emprego e que esta situação designou a Guerra Fria. Estes dois conceitos foram impostos como dois novos tipos de guerra deram origem a uma nova doutrina, novas formulações estratégicas, novas tácticas e novos equipamentos e alterações na organização militar. A grande questão para Pezarat é sobre a validade de se continuar a equacionar o cenário de uma guerra clássica visto que todos os fundamentos e pensamentos se encontram ultrapassados.

Major Pilav João Paulo Nunes Vicente também escreveu recentemente sobre este assunto na Revista Militar em 2007.

Neste artigo considera a RAM como uma disrupção de valores e processos de fazer a guerra. O termo revolução pode induzir em erro pois define uma mudança que pode ocorrer durante décadas. O seu verdadeiro significado está relacionado com a magnitude e profundidade da mudança e a implicação dos novos métodos na eficácia das operações militares.

Para autores como Alvin e Heidi Toffler a Revolução militar ocorre apenas quando uma civilização se confronta com a existência da outra, ultrapassada, transformando a sua sociedade, obrigando a uma mudança drástica das suas forças armadas, a todos os níveis, apontam ainda que na história da humanidade ocorreram três revoluções relacionadas com as três vagas: agrária, industrial e informacional.

Nesta perspectiva António Telo propõe três revoluções que correspondem à passagem das sociedades mediavas para as modernas, e por sua vez destas para as industriais e finalmente para a Idade da Informação.


Como todos sabem sou grande apreciadora do Salvador dali. Esta é um dos seus quadros que mais gosto. nesta imagem está um touro e uma cara escondidos, vejam se a descobrem

Eurocentrismo e História

Existem variadas formas de descrever o eurocentrismo. Algumas vezes ele é visto com um fenómeno etnocêntrico, que é vulgar aos povos em outras épocas históricas. Mas grande parte dos autores que fazem pesquisas sobre esta tema, o eurocentrismo deveria ser relatado como um etnocentrismo singular, entendido como uma ideologia, protótipo e/ou discurso.
o eurocentrismo deve ser entendido como uma forma de etnocentrismo singular, qualitativamente diferente de outras formas históricas. Isso porque ele é a manifestação de uma soberania objectiva dos povos ocidentais no mundo. E é neste sentido que Samir Amin (1994) descreve o eurocentrismo como a crença generalizada de que o protótipo de desenvolvimento europeu-ocidental seja uma destino (desejável) para todas as sociedades e nações. Já outro autor Aníbal Quijano tem optado por conceituar o eurocentrismo como um paradigma.
Este eurocentrismo é referido em vários textos clássicos que edificaram a historiografia moderna no Iluminismo, adulterando a visão dos europeus acerca dos demais povos do mundo. Estes eram vistos, como crianças a serem instruídas pelas luzes da Razão. Podemos dar vários exemplos de autores clássicos como Descartes (Q uijano, 2000), Kant (Eze, 1997) Hegel (Dussel, 1993) e outros.
Hegel um filosofia alemão dizia que ao se examinar e História de África não se poderia ali encontrar progressos e movimentos históricos. Ou seja ele não considerava que África fazia parte da “história do mundo”. Mas o problema da história de África prendesse um pouco com a falta de fontes particularmente fontes escritas para uma reconstrução histórica.
b. Historiografia contemporânea e História de África

O Historicismo foi definido por Herder como uma herança crítica interpretativa baseada na premissa de que os factores de percepção de uma sociedade -assim como de um povo, cultura, etc - deveriam ser compreendidos a partir dos seus factores internos, e não externos. Além da sua utilidade para outras áreas do pensamento a tradição historista teve uma forte influência na regeneração histórica do inicio do século XXI.
Mas falando concretamente no caso da África ela é resultante de dois factores
a) A renovação crítica das ciências Sociais, em particular, na historiografia
b) Crescente relativismo europeu diante dos seus próprios valores
O nascimento disciplinar da História de África e na Inglaterra foi uma consequência do engrandecimento paradigmática da História Tradicional. Os primeiros estudos europeus sobre África no pós-guerra surgiram após terem sido publicadas obras como The Journal African History (Inglaterra), o Buleetin de L’Institut Français de l’Afrique Noire, A velha África redescoberta (1959) de Basil Davidson, História dos povos de África Negra (1960). E é a partir daqui que começa a haver um aumento do interesse europeu sobre África. O objectivo era então construir uma história que pudesse servir como meio de luta ideológica e politica contra o inimigo colonialista.
O primeiro historiador africano desta geração dos anos 1950 e 1960 foi Cheik Anta Diop . Diop prosseguiu num dos seus livros de forma alterada uma tese do século XIX, de que o Egipto fora uma civilização negróide; tida como origem cultural do mundo helenístico e das sociedades africanas. Com isto pretendia defender a africanidade do Egipto dos faraós, e apoiar o princípio da unidade cultural africana. Abdoule Ly outro historiador analisou o papel central que África e os africanos tiveram para a formação do capitalismo e do mundo moderno.
Os anos 50 e 60 são o período áureo da sociedade africana de cultura e da sua revista Présence Africane. Retoma-se um elo dispórico negro em que os intelectuais africanos são colocados como co-participes na mesma comunidade de interesses: luta contra o racismo e colonialismo São vários os termos para se referir a esta unidade entre eles: raça, étnica, povo, cultura, seja qual for o termo vai fortificar o sentido comum da luta dentro de um universo simbólico contemporâneo.
É importante referir que nestes anos foram destacadas a Universidade de Londres e a Escola de Estudos Orientais e Africanos e a de Sorborne o Centro de Estudos Africanos.
Nos EUA E na união Soviética também ocorreu uma expansão nos estudos africanos, houve uma inserção de matérias relativas a África nos currículos de historia, e formaram-se mais de 300 doutores em África, nos EUA e em universidades como a de Howard, Yale e na Associação de Estudos Africanos. Foi também nesta altura que se criaram os primeiros centros universitários no continente africano que davam especial enfoque a história de África, alguns exemplos: Universidade de Dakar, Universidade de Lovanium, Universidade de Dar-Es-Salam, Universidade de Nairobi.
Mas sem duvida que os movimentos de independência foram os principais motivadores para a propagação dos estudos africanos por todo o mundo. Em 1980 com a participação de intelectuais africanos e estrangeiros a UNESCO estreou a publicação da História Geral de África, que foi um ponto de viragem nos estudos sobre a história africana. Este documento estava dividido em oito volumes e tornou-se uma fonte obrigatória de leitura, onde os especialistas colocaram o seu ponto de vista sobre o passado e o presente africano.
Vão-se multiplicar os estudiosos sobre África e o estudo da História Africana torna-se uma área disciplinar internacionalmente reconhecida, e hoje em dia a África e a diáspora são tidos como uma fonte de conhecimento para toda a Humanidade.


Estou neste momento neste núcleo no Centro de Estudos Sociais, recebi uma bolsa em 2009 de integração e investigação.

O meu projecto é RAP - 'Raça' e África em Portugal: um estudo sobre manuais escolares de História. O objectivo é

Neste projecto pretendemos questionar visões Eurocêntricas da História. Para tal, iremos investigar como é que ‘raça’, África e o ‘outro’ Negro/Africano são representados nos manuais escolares de História do 3º Ciclo do Ensino Básico em Portugal. Para alem da análise de textos (dos manuais e das politicas educativas actuais), este projecto centra-se também na forma como os conteúdos são negociados por uma diversidade de actores, nomeadamente: decisores políticos, editores, autores, professores e estudantes, e representantes de ONGs. Usaremos o método de análise de conteúdo de uma forma crítica, focando não só os conteúdos mas também as ausências, e tendo em consideração a multiplicidade de leituras dos textos. O projecto terá a duração de 36 meses, sendo centrado em 3 momentos:

1. análise dos manuais escolares e de políticas educativas;

2. entrevistas com diversos actores (editores, autores, decisores políticos, representantes de ONGs, jornalistas, professores, estudantes);

3. workshops com os participantes.

Um estudo semelhante está a ser conduzido no Brasil, por uma equipa da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, e coordenado por Nilma L. Gomes.



Este foi um dos trabalhos da minha irmã mais velha a Margarida Rigueira Almeida


Sob o ponto de vista português, é imprescindível perceber que a participação de Portugal na NATO se tratou de mais um passo, possivelmente o mais importante, para a integração gradual do País na chamada esfera de influência norte-americana. De facto, com o aparecimento da guerra-fria e com a bipolarização do sistema internacional restavam poucas ou nenhumas alternativas às autoridades portuguesas. A aproximação aos Estados Unidos, na verdade, iniciara-se ainda durante a Segunda Grande Guerra Mundial, sobretudo através da assinatura do acordo que concedia aos americanos a base aérea de Santa Maria, em Novembro de 1944.

O relacionamento bilateral com a nova potência hegemónica no Atlântico fora depois fortalecido pela assinatura de vários acordos referentes à base das Lajes, para qual os norte-americanos se deslocaram em 1948. O último destes acordos fora assinado em Fevereiro de 1948 e garantia à aviação norte-americana comodidades nas Lajes por um período de três anos. Por outro lado, apesar de algumas indecisões iniciais, Portugal aderiu na altura ao Plano Marshall, para o qual foi convidado oficialmente em Julho de 1947. Embora de inicio não aceitasse qualquer auxílio económico ao abrigo deste plano em Abril de 1948 o Governo português assinou a convenção que criou a Organização Europeia de Cooperação Económica.

Fora outro passo marcante no sentido da aceitação internacional do regime salazarista e da inclusão de Portugal na esfera de influência norte-americana. Agora a oportunidade de participação no novo sistema internacional de defesa da área do Atlântico Norte caracterizava o altear deste processo de aproximação gradual de Portugal ao “Continente”. Um processo que se encetara ainda durante a Segunda Guerra Mundial e que terminara agora com a adesão de Portugal à NATO, revelando-se tanto mais importante quanto Portugal tinha visto vetada a sua entrada, em 1946, na nova Organização das Nações Unidas.

Mais recentemente, Franco Nogueira1, centrou-se sobre a personalidade de António Oliveira Salazar, e sem advogar, claramente, uma razão para a entrada de Portugal na Aliança, avança uma tese que se poderia sintetizar em duas ideias essenciais: em primeiro lugar a utilidade do papel de Portugal enquanto membro fundador, em segundo lugar a atribuição da paternidade da ideia da Aliança ao próprio Salazar.

Para a política externa portuguesa a entrada de Portugal na NATO constituiu não só a aparecimento de um novo aliado preferencial os Estados Unidos da América, como modificou, qualitativamente, as relações bilaterais entre os dois países, em particular no campo da defesa.


John Mearsheimer é um neo-realista que afirma que a NATO apenas é uma aliança de interesse, e defende que a NATO só foi formada porque os Estados Unidos tinham interesse em conter a União Soviética. Para Mearsheimer a cooperação internacional só existe quando os estados têm interesses, porque se não houverem interesses nenhum estado coopera.

Concordo com a opinião de Mearsheimer e vou demonstrar com um estudo de caso que será o fracasso da NATO que prova como as organizações podem ter falhas e nem sempre são eficazes.

A organização do Tratado do Atlântico Norte é uma organização militar que foi fundada em 1949. Esta organização foi criada no contexto da Guerra-fria e tinha como objectivo principal constituir uma frente oposta ao bloco socialista, que alguns anos depois contrapôs com o Pacto de Varsóvia.

Em Agosto de 2003, a NATO assumiu a responsabilidade pela Força Internacional de Ajuda à Segurança (ISAF) IV no Afeganistão para auxiliar a Autoridade Transitória Afegã a criar um meio seguro para os cidadãos de Cabul e da área próxima. O país está a tenta recuperar de duas décadas de guerra civil e mais recentemente, do domínio destrutivo dos Talibãs , que abrigou terroristas.
Mas esta missão tem sido um verdadeiro fracasso cerca dos 20 mil soldados da NATO têm vindo a enfrentar uma violência crescente por parte dos rebeldes talibãs e dos ataques bombistas.

Porém, até ao momento não existem provas claras de que a NATO consiga atingir estes objectivos num horizonte previsível. O fracasso das operações da NATO no Afeganistão conduziria, inevitavelmente, a mais dúvidas sobre a necessidade da sua existência. A situação no território afegão está cada vez pior os ataques dos Talibãs são cada vez mais intensos, o que aumenta a oposição de muitos aliados não só em enviarem mais tropas para o país como em deslocar as que já lá estão para regiões mais violentas. Muitos autores dizem que o fracasso desta missão significa o “fim da NATO”.

O Afeganistão é um território completamente inóspito, os talibãs cavaram grutas e cavernas nas montanhas, ou seja é muito difícil combatê-los, e a NATO tem atingindo muitos civis com os seus bombardeamentos. No dia 25 de Julho, responsáveis dos EUA declararam que 600 talibãs tinham sido mortos durante os dois últimos meses, mas no entanto mantiveram-se silenciosos sobre os mais de 1500 civis mortos, até agora, sobretudo em resultado de bombardeamentos norte-americanos.

Os próprios recursos são bastante escassos face ao grau de violência e conflitualidade dos combates que têm vindo a engrandecer desde Julho de 2006. O reduzido número de contingentes e de tropas destacados é uma das razões apontadas para a pouca eficácia da ISAF.


No Kosovo as tropas da NATO intervieram no território pela primeira vez após o fracasso das negociações de paz. Militares da Kfor foram enviados para a fronteira norte desta nova república independente para defender postos fronteiriços, que se encontravam sob ataque dos sérvios que se opõem à secessão deste território da Sérvia.

O objectivo da NATO era impedir uma nova campanha de “limpeza étnica” no Kosovo. Pela primeira vez na história da Aliança Atlântica, no dia 24 de Março de 1999 o então secretário-geral Javier Solana autorizou o comandante supremo a uma operação “out of área”. Do ponto de vista do direito internacional, esta primeira operação humanitária pisava num campo que não tinha sido ainda analisado. A NATO foi bastante atacada porque estava a agir fora do seu território e feriu a integridade territorial da Jugoslávia.

A ONU tinha ordenado para que Belgrado retirasse a suas tropas e suspendesse os combates no Kosovo, mas estas demandas foram ignoradas por Slobodan Milosevic e posto isto era necessário intervir no conflito para a preservação da paz mundial. A NATO bombardeou Belgrado.

O conflito nos Balcãs arrastou-se por várias semanas até que, a 10 de Junho de 1999, o armistício foi assinado. No balanço das vítimas mortais, o número balança entre o milhar e os três mil. “Era uma guerra que já estava a ser orquestrada", com o fracasso das conversações diplomáticas entre a OTAN e Milosevic, conta um jornalista.







Foram feitas várias críticas á campanha área da OTAN

A extensão dos danos aplicados ás forças jugoslavas no terreno do Kosovo não era ainda clara nesta circunstância, mas qualquer que tenha sido o grau de destruição causado no período inicial da guerra, tal não conteve que as forças jugoslavas prosseguissem uma campanha maciça de” limpeza étnica” contra os albaneses kosovares.

Também no Kosovo uma parte substancial dos danos que foram infligidos pela aviação da OTAN às forças yugoslavas foi somente quando se deu a ligação da sua acção com combates no terreno – neste caso desencadeados pelas forças da UÇK. As baixas jugoslavas só subiram significativamente no final de Maio de 1999, quando a UÇK começou a atacar a partir da fronteira com a Albânia, forçando as tropas jugoslavas a concentrarem-se próximo da fronteira para resistir à UÇK, passando, pela primeira vez, a oferecer um alvo claro para as forças aéreas da OTAN; em 7 de Junho os B-52 americanos utilizaram bombas ”cluster” para infligir centenas de baixas (mortos e feridos) nos soldados jugoslavos quando estes se concentravam para atacar a UÇK.

NA minha opinião era desnecessário este bombardeamento no Kosovo até porque viola o artigo nº 2 das Nações unidas que proíbe o uso da força contra um estado soberano que não tenha cometido agressão contra outros estados soberanos, a Jugoslávia não atacou nenhum dos seus estados vizinhos. E o conselho de segurança não sanciona e nem foi considerado sobre o uso da força nesta situação.

A NATO violou também a sua própria carta que afirma que é uma organização defensiva e que só pode usar a força quando um dos seus membros é atacado. A convenção sobre o genocídio não autoriza qualquer espécie de ataque, só o Concelho de Segurança tem poderes para tal. Aliás, não existe qualquer espécie de genocídio no Kosovo. Limpeza étnica, a existir, não é genocídio. Se fosse, com certeza que os Israelitas teriam cometido genocídio quando conduziram quase um milhão de palestinianos para fora do estado de Israel em 1948. Sem falar na limpeza étnica de 900,000 Sérvios levado a cabo pela Croácia com o apoio militar dos Estados Unidos.

Com estes dois exemplos de fracasso da NATO (Kosovo e Afeganistão) podemos verificar que o que conta são os interesses e as vontades políticas, a NATO não conseguir impor a paz nem no Afeganistão nem no Kosovo.
O falhanço das operações militares levadas a cabo pela NATO no Afeganistão, onde o balanço trágico da ocupação militar é revelador da falta de sentido das soluções militares. E os bombardeamentos da NATO no Kosovo tiveram como consequência a sua independência, que violou a lei internacional que proíbe o reconhecimento de províncias que declaram unilateralmente independência contra a vontade das autoridades federais.



“Governarei o concelho com os cidadãos no coração”

João Ataíde é o candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo Partido Socialista. É casado e nasceu no dia 3 de Maio de 1958.
Licenciou-se em Direito e neste momento é juiz desembargador com licença Prolongada
sem Vencimento.


_________________________________________________________

Meus amigos e concidadãos da Figueira da Foz

As minhas primeiras palavras são para si, cidadão da Figueira. Venho apresentar-me perante vós e dar-vos conta das razões da minha candidatura à presidência da Câmara da Figueira da Foz. Até hoje fui juiz desembargador e estive ligado à magistratura durante mais de 20 anos. Aos cinquenta anos sinto a necessidade de ter uma vida cívica mais interveniente e activa ao serviço da comunidade e do Concelho. Como magistrado procurei ser sempre um garante da justiça, da legalidade e geri, resolvi e decidi inúmeros conflitos e problemas das pessoas na sua vida concreta.

Recebi muitos incentivos de amigos, de cidadãos, de pessoas destacadas dos mais diversos sectores da Figueira, apelando-me para que ajudasse a encontrar um novo rumo e fizesse a nossa terra brilhar de novo. Sinto-me preparado. Tenho Vontade. Chegou o tempo de apresentar soluções concretas, reais, ideias e projectos para a minha terra, para a nossa terra.

Não me move a procura de notoriedade, posição social, estatuto ou poder. Enquanto magistrado orgulho-me de ter alcançado uma posição de respeito inquestionável por todos os que comigo lidaram e que o podem testemunhar.

Candidato-me à presidência da Câmara porque aqui nasci e porque foi na Figueira da Foz que fiz a maior parte do meu percurso profissional. Conheço as suas gentes, os seus problemas e sei quais são as inúmeras potencialidades do Concelho.

É uma missão a que me entrego totalmente.

Acumulei experiência e um conhecimento real da vida e das suas dificuldades ao longo destes muitos anos de profissão. A partir de hoje conto receber as suas ideias, as suas sugestões, o seu apoio.

Peço-lhe que se junte a mim, a este movimento, que eu vou liderar para relançar a Figueira da Foz com a ajuda do Partido Socialista. Os tempos são difíceis. É por isso que eu me entrego com toda a energia e saber para dar confiança e esperança à Figueira.

Abrir caminhos de esperança para a Juventude. Criar apoios para os mais idosos. Fazer o que tem de ser feito na Saúde. Apostar na Educação. Apoiar as famílias. Apostar numa liderança forte e determinada que atraia empresas e ajude a criar mais emprego. Apostar na nossa vocação de frente marítima, desenvolver a economia do mar e o Turismo, são linhas fundamentais da minha candidatura.

Sou filho desta terra empenhado em contribuir para o reencontro dos figueirenses com a Figueira da Foz.

Aqui estou, cidadão livre, disponível para este desafio. Conto com todos e cada um de vós para afirmar a Figueira.


João Ataíde
Candidato à presidência da Câmara da Figueira da Foz


Estou a precisar de férias.... Nunca mais chegam..




Uma clara manifestação por parte de um dos elementos mais importantes da Guarda Nacional Republicana. O balãozinho demonstra o meu espírito participativo e interventivo , em todas as conferencias do X curso de defesa Nacional.




Bem aqui temos a foto do melhor grupo de sempre! Agora aguardo as vossas votacoes para o mister x Curso de defesa nacional e Miss curso de defesa nacional Beijocas a todos






Sejam bem Vindos ao SIMUE 2009.

Gostaria de usar este blog para debate entre todos nós.

1-Qual é o Partido que está a fazer mais sucesso ?

2-Qual o eurodeputado mais carismático?
3-Qual o eurodeputado que está mais apto para receber o diploma de mérito?
4-Quem é Que votariam para MISS e MIster Simue 2009?
5-O que acham da Organização CIPRIC?
6-O que mudariam neste SIMUE?
7-Qual o eurodeputado que vocês dariam um cartão vermelho?


Jantar na Figueira da Foz em 2005 acompanhados pelo candidato a secretário-geral do Partido Socialista.


Bruxelas Fevereiro 2005

Seguidores

Followers

Rita Rigueira Sá Marta

Sou a Rita, finalista de Relações Internacionais.
Com tecnologia do Blogger.